Os velhinhos surfistas

O importante é navegar ou melhor surfar

Muito se tem falado na reforma da previdência e suas consequências para os funcionários das empresas.

Tenho ouvido muitas opiniões e lido muito a respeito. Leio artigos, vejo a laminas postadas no Facebook e Instagram e cada vez me convenço que o governo não está no caminho certo.

O mundo corporativo de hoje coloca muita pressão sobre os trabalhadores. Hoje estamos convivendo com metas cada vez mais arrojadas. É exigida uma velocidade cada maior para o cumprimento destas pois daí a dois meses já estamos com alguma “onda” nova que nos engole e muitas vezes estas não permitem que os projetos deem certos pois temos que surfar nesta nova onda até ela se quebrar e ficarmos à deriva esperando novas ondas.

Tudo bem o mundo corporativo é assim mesmo e as empresas apenas irão sobreviver se seguirem esse padrão, concordo.

Uma questão que quero levantar é que as empresas estão se tornando uma espécie de “feudo” onde apenas há oportunidade de trabalho para quem tem uma determinada faixa de idade ou seja se a pessoa já sabe “surfar” ou ainda consegue se equilibrar em cima das ondas.

Dentre as opiniões que chegaram até a mim foi uma pergunta de uma pessoa na faixa dos 40 anos: “Como uma pessoa vai conseguir se manter empregada depois de 50 anos se as empresas pensam que ela já é velha, eu temo não conseguir”. Infelizmente me parece que é uma pergunta que ainda não temos resposta e nem tampouco o governo ou os empresários.

Outra opinião foi a de um jovem que disse que não se imagina trabalhando até 70 anos cheio de dores nos braços e nas costas, temia morrer de um infarte provocado por situações profissionais estressantes e não achava certo pagar tanto por algo que não iria usar. Não soube também o que dizer a este jovem!

Pensando bem digo a estes jovens, jovens senhores de meia idade e aos veteranos como eu que o importante é navegar e para nossos empresários e governantes que olhem para a gente pois somos as pessoas que mantém a engrenagem girando, dos dois lados, comprando, produzindo e arrecadando impostos.  Por fim volto a dizer estamos todos no mesmo barco ou melhor na mesma prancha. Não esperemos um tsunami!

Vamos refletir sobre isso e sucesso!

Pedro Paulo Galindo Morales é Graduado em Gestão, Especialista em Controladoria e Técnico em Contabilidade. Atua também como Coordenador de conteúdo do Blog Falando de Gestão   www.pedropaulomorales.com, pedropaulomorales@yahoo.com.br

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