Sobre pensar e ter pensamentos

As vezes um pensamento vem a cabeça de uma hora para outra, de modo aleatório sem que se saiba de onde veio e começa a trazer dúvidas sobre nossos planos ou até mesmo medo. Esse tipo de pensamento é conhecido com pensamento intrusivo ou simplesmente “pensamento invasor”.

Os pensamentos intrusivos são aqueles que quando aparecem costumam causar pânico e medo, são pensamentos que podem começar com um simples “Será que vai dar certo?” e terminar em pensamentos limitantes, aqueles que geram medo, ansiedade e infelicidade. Continuar a ler

O Contexto Certo

Em uma estação de metrô em Washington, Estados Unidos um homem com boné de beisebol e um moletom surrado pelo tempo, tocava solitário com seu violino músicas clássicas e pedia uma contribuição. O homem tocou durante foras seguidas e apenas sete pessoas dentre os milhares que passaram pela estação naquele dia pararam para ouvi-lo e deram algum trocado para o artista de rua anônimo que se apresentava.

Esse artista de rua era o consagrado violonista americano Joshua Bell que a convite do jornal americano Washington Post aceitou fazer se passar por um artista de rua.  Conforme o resultado da experimento apenas 27 pessoas ajudaram o músico e dentre estas apenas sete pararam para ouvir e apenas uma o reconheceu dando ao famoso violonista uma ajuda de US$ 20. Curiosamente dias antes Bell tinha se apresentado com o mesmo repertório no Symphony Hall de Boston, com ingressos a US$ 1 mil por pessoa, muito mais do que os US$ 57 dólares incluindo os 20 dólares da mulher que o reconheceu. O valor arrecadado vou doado a uma instituição de caridade.

Esse experimento feito pelo jornal Washington Post ajuda entender um pouco da dinâmica do sucesso profissional e até mesmo pessoal.

Muitas vezes ficamos pensativos e nos sentimos culpados por não ser bem-sucedido, por não reconhecerem o nosso trabalho dentro de uma organização ou até mesmo nos conseguimos entender o motivo pelo qual somos excluídos até mesmo de um círculo de amizade ou família.

O experimento do jornal Washington Post mostrou que muitas vezes estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto, devemos compreender também que tudo na vida muda de contexto ao longo dos anos ainda mais quando se passa por uma pandemia como a da COVID 19.

Talvez você esteja lamentando porque não tem o mesmo sucesso profissional de antes, não tem mais amigos de antes ou até mesmo o amor que um dia existiu, porém precisamos analisar como esta o nosso contexto de vida agora. Quais são nossas aspirações? Como estamos nos comportando frente aos novos desafios? Que tipo de conduta estamos tendo para com as pessoas? Qual é o contexto do mundo agora? Estas respostas apenas você sabe, então te convido!

Vamos refletir e sucesso!

Acreditar e Agir

Uma manhã ao mudar a sintonia do meu inseparável radinho de pilha me deparei com o final de um conto que achei muito interessante e que tem tudo a ver com os novos desafios do século 21, o século do Mundo 4.0.

Uma coisa é certa, o Mundo 4.0 vai ao mesmo tempo que melhorar a qualidade de vida para o ser humano, com o desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT) e robótica, vai trazer o medo do desemprego devido a possibilidade de que algumas funções sejam substituídas por robôs ou outas invenções que estão por vir. Esse medo tem causado uma certa ansiedade ao ser humano, ou seja, ele não consegue visualizar com facilidade um porto seguro pela frente.

Vocês a esta altura estão se perguntado. O que um conto escutado em radinho de pilha tem a ver com isso! Vamos a ele!

Conta-se que certa vez um viajante de primeira viagem cansado de caminhar pelas estradas empoeiradas de uma região se deparou no caminho com um grande rio e ficou desanimado a pensar como atravessar para outra margem.

No meio do silencio o viajante ouviu a voz de um senhor de certa idade oferecendo-se para transportá-lo.

Era um pequeno barco, envelhecido pela ação do tempo, com dois remos de madeira. O viajante entrou no pequeno barco e logo percebeu que em cada remo tinha duas palavras Agir e Acreditar. Muito curioso o viajante perguntou o motivo pelo ele tinha dado aos remos aqueles dois nomes.

O barqueiro então respondeu pegando primeiro o remo ACREDITAR e remou com força. O barco então começou a dar voltas sem sair do lugar e não foi a lugar nenhum. Em seguida o velho barqueiro remou com o remo de nome AGIR e então o barco começou também a dar voltas e não saiu do lugar.

Finalmente o barqueiro remou simultaneamente com os remos e navegou para outra margem do rio.

Quando o viajante desceu o barqueiro disse. – Agora estamos em um porto seguro! Para que possamos alcançá-lo é preciso ACREDITAR e AGIR simultaneamente!

Vamos refletir e sucesso!

Os Búfalos e a liderança

O mundo animal não cansa de dar bons exemplos para os seres humanos. Um desses maiores exemplos é a liderança. 

Conta-se que na América do Norte os primeiros colonizadores do território foram capazes de dizimar mandas inteiras de búfalos simplesmente porque entenderam como a liderança funcionava nestes grupos. Neles, a liderança era exercida sempre pelos animais mais fortes que poderiam ser tanto machos com fêmeas.  Os líderes das manadas dirigiam o grupo com força sem espaço para rebeldias. Nesses grupos quando o búfalo líder decidia a direção todos iam atrás e quando os líderes morriam ou ficavam doentes a manada se dispersava ou ficava exposta aos predadores 

Apesar de hoje a liderança estar muito mais democrática e moderna infelizmente ainda existem líderes que no mundo corporativo agem como verdadeiros búfalos, querem que suas ordens sejam respeitadas a qualquer custo, não dando espaço para opiniões, discussões ou reuniões estratégicas. Outra característica desses líderes é que eles nunca tiram férias pois como eles costumam dizer, sem sua presença as “coisas não andam”  

As equipes lideras pelos chefes Búfalos costumam ser composta por pessoas medrosas e sem criatividade, em tudo dependem do chefe até mesmo para pequenas decisões cotidianas. Em alguns casos quando as pessoas ousam em tomar decisões estas são punidas exemplarmente mesmo que a decisão seja acertada.  

 Outra característica dessas equipes é que quando o chefe não está presente elas simplesmente vagam pela empresa sem saber como agir, ou ficam à espera de ordens para desempenharem as suas funções.  

Infelizmente, embora que de maneira sutil ainda temos em pleno século 21 chefes Búfalos travestidos de líderes. Estes para atingirem resultados mantêm suas equipes no cabresto onde os “liderados” esperam uma oportunidade para se desgarrar da manada. 

Vamos refletir e sucesso!