Cadê o fruto que estava aqui?

As máquinas quebram, podem ser recuperadas. Os recursos financeiros se vão, mas podem voltar com uma boa gestão porem os seres humanos secam.

Em um sitio não muito longe daqui existia um pomar conhecido pela qualidade de seus frutos. A toda hora que se quisesse um bom fruto era apenas se dirigir ao sitio que seu proprietário estava sempre disposto a fornecer os melhores frutos da região.

  O dono do sitio sempre cuidou deste pomar com muito zelo e empenho, adubou seu solo com muito amore sempre estava capinando o solo para garantir que nenhuma erva daninha fizesse mal as suas fruteiras e compartilhava com as suas fruteiras o sucesso da produção Quando aparecia alguma praga ou insetos querendo prejudicar suas arvores ele logo corria e fazia o que era necessário para defendê-las.

Porem o tempo foi passando e o proprietário do sitio foi exigindo cada vez mais do seu pomar, queria atender todos os clientes que procuravam o seu pomar. Mas com o tempo o dono do pomar deixou de adubar suas terras e já não se preocupava em dar amor às fruteiras e muito menos andava entre seus corredores como fazia antes quando conversava com todas as laranjeiras, os mamoeiros, jabuticabeiras e figueiras dentre outras espécies e apenas andava pelos corredores criticando as arvores que já não davam mais frutos como antigamente e o pior começou a criticar o sabor de seus frutos.

Com o tempo as fruteiras foram ficando cansadas, seus frutos não eram mais reconhecidos e muitas passaram a produzir frutos azedos que não serviam para nada e algumas foram secando até que tiveram que ser cortadas para dar lugar a novas fruteiras.

Essa estória parece simples, mas são muito comuns no ambiente corporativo, quantas equipes neste momento estão trabalhando sobrecarregadas e passaram por esse motivo não dar bons frutos ou quantas equipes já não tem mais o chefe junto delas, apoiando e defendendo?

Quantos lideres não conversam mais com sua equipe ou andam pelos “corredores” procurando identificar as “ervas daninhas” em seu pomar? Quantos lideres já não acreditam em suas equipes e apenas fazem critica-las ou compara-las com outras equipes. Quantos líderes já não tem também o seu “solo” adubado?

O clima organizacional pode ser comparado com um grande pomar, também precisam de cuidado, carinho, amor respeito e confiança. Muitas empresas na busca por competitividade procuram produzir cada vez mais com menos e esquecem que a capacidade de produção tem um limite e não pode ser ultrapassado durante muito tempo. Esses recursos estão divididos em maquinas, recursos financeiro, mão de obra, entre outros que se não forem bem usados se acabam. As máquinas quebram, podem ser recuperadas. Os recursos financeiros se vão, mas podem voltar com uma boa gestão porem os seres humanos secam.

Vamos refletir sobre isso!

Pedro Paulo Galindo Morales é Graduado em Gestão, Pós- Graduado em Controladoria e Técnico em Contabilidade.   www.pedropaulomorales.com, pedropaulomorales@yahoo.com.br

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