O Farol

Por Pedro Paulo Morales

Quantas vezes ao longo de nossa vida profissional e pessoal vemos homens que investidos de suas posições hierárquicas ou de destaques não percebem a realidade da situação que os cercam.

            Conta-se que não muito longe daqui havia um capitão que assumiu o comando do maior navio de uma esquadra mercante devido a seus méritos anteriores. Era um capitão experiente e sabia como comandar um navio de tão grande importância. Em uma de suas viagens, ele no final do dia, enfrentava um péssimo tempo, com uma nevoa muito densa e para piorar navegava em uma região onde existiam muitas ilhas e arquipélagos.

                Em certo momento o vigia avisou ao comandante que havia uma luz piscando do seu lado direito. O capitão imediatamente perguntou ao vigia se a luz estava em movimento ou parada e prontamente foi informado que a luz estava parada e em rota de colisão.

                O comandante imediatamente mandou uma mensagem para o suposto navio dizendo para eles mudarem de rota em 20 graus, pois estavam em rota de colisão.

            Ele recebeu a seguinte mensagem: É melhor vocês mudarem o percurso imediatamente para evitarem a colisão.

         O comandante do grande navio não se conformou e pensando que a tripulação do outro navio não sabia quem ele era mandou outra mensagem: Eu sou o capitão deste navio e alerto mais uma vez para que vocês alterem seu curso. Um minuto de pois veio outra mensagem:

          Eu sou um marinheiro de segunda classe e com todo respeito estou alertando que é preciso mudar o curso de seu navio.

            O capitão enfurecido, já pensando em denunciar o marinheiro por desacato disparou sua mensagem final: Eu sou o capitão desse navio e exijo que vocês mudem seu curso porque não posso manobrar tão rápido um navio desse porte, mude seu curso. Isto é uma ordem!

                Veio do outro lado uma mensagem final: Senhor é impossível mudar nossa rota. Isto aqui é um farol. E eu, sou apenas o faroleiro.

             Quantas vezes ao longo de nossa vida profissional e pessoal vemos homens que investidos de suas posições hierárquicas ou de destaques não percebem a realidade da situação que os cercam ou não prestam a mínima atenção no que funcionários que estão em posição de menos destaque no organograma organizacional dizem.

             Há lideres que pensam que por estarem em uma posição de direção não precisam ouvir ninguém, acham que sempre dominam a situação e sempre estão seguros. Isso é bom por um lado, pois é preciso ter firmeza para manter tudo em ordem e no rumo certo. Por outro, essa atitude pode virar uma armadilha para o líder  pois por se sentirem seguros e querer impor suas ideias eles acabam se isolando e não enxergam os avisos e perigos que estão a sua volta.

           Eles não sabem ouvir ou pior ainda não dão a mínima importância ao que os outros têm a dizer e muitas vezes eles ficam expostos a um acidente por que são tão intransigentes e não conseguem ou não querem mudar o rumo.

       Assim como os faróis foram concebidos para avisar os navegadores que estavam próximos a porções de terra, as pessoas que assessoram os líderes tem a função orienta-los. Não ouvir essas pessoas somente porque estão em níveis hierárquicos inferiores pode ser a diferença entre um grande acidente ou não.

          Vamos refletir sobre isso!

Pedro Paulo Galindo Morales é Graduado em Gestão, Pós- Graduado em Controladoria e Técnico em Contabilidade.   www.pedropaulomorales.com, pedropaulomorales@yahoo.com.br

 

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