Gerenciar ou liderar?

Pessoas não se gerencia , são lideradas

Gerenciar ou liderar, é essa pergunta que venho fazendo a mim mesmo durante este último mês. Acabo de ler o livro De Volta ao Mosteiro (Editora Sextante) do autor James C. Hunter autor consagrado no Brasil que já escreveu os sucessos O Monge e o Executivo e Como se Tornar um líder Servidor ambos publicados no Brasil pela Editora Sextante.

                O livro traz em um dos seus capítulos um conceito interessante, a pergunta sobre o que é gerenciar pessoas. Para Hunter liderança é uma habilidade muito diferente de gerenciar. Quando gerenciamos fazemos a gestão de recursos materiais, financeiros, logísticos e humanos. Humanos?

                No livro de Hunter, para os alunos de Simeão, professor imaginário criado pelo autor, pessoas não se gerenciam e sim lideram-se. Apesar da confusão que se faz entre liderar e gerenciar pessoas fica claro que no mundo de hoje é preciso definir melhor estes termos. Para Hunter e seus personagens pessoas se lideram e a liderança é feita do pescoço para cima.

                A diferença entre liderar do “pescoço para cima” e “pescoço para baixo” é que quando lideramos do “pescoço para cima” estamos influenciando as pessoas para que elas façam o que é preciso para alcançar o resultado e quando lideramos (gerenciamos) do pescoço para baixo estamos apenas forçando as pessoas a cumprirem nossas ordens e muitas vezes não damos espaço para que essas pessoas questionem, sejam criativas ou se envolvam com os problemas e busquem uma solução. Quando gerenciamos pessoas colhemos somente obediência e mediocridade.

                Se vocês pensam que estou escrevendo algo inadequado basta dar uma olhada no que que aconteceu quando após a Segunda Guerra os japoneses deram ouvidos a   William Edwards Deming e suas ideias. Eles foram capazes, através de um gerenciamento do “pescoço para cima “ de criar e desenvolver conceitos como melhoria continua, Kamban, Kaisen, Seis Sigma e produção enxuta entre outras coisas e estas apenas podem ser feitas quando temos a capacidade de influenciar pessoas ao invés de apenas gerenciá-las ao estilo “ faça isso senão…”. Pessoas não são bens que necessitam de gerenciamento e sim pessoas que precisam de exemplos, motivação e respeito.

Vamos refletir sobre isso e sucesso!

Pedro Paulo Galindo Morales é Graduado em Gestão, Pós-Graduado em Controladoria e Técnico em Contabilidade. Atua também como Coordenador de conteúdo do blog Falando de Gestão   www.pedropaulomorales.com, pedropaulomorales@yahoo.com.br

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