Sobre pensar e ter pensamentos

As vezes um pensamento vem a cabeça de uma hora para outra, de modo aleatório sem que se saiba de onde veio e começa a trazer dúvidas sobre nossos planos ou até mesmo medo. Esse tipo de pensamento é conhecido com pensamento intrusivo ou simplesmente “pensamento invasor”.

Os pensamentos intrusivos são aqueles que quando aparecem costumam causar pânico e medo, são pensamentos que podem começar com um simples “Será que vai dar certo?” e terminar em pensamentos limitantes, aqueles que geram medo, ansiedade e infelicidade. Continuar a ler

A águia e o burro

Em uma floresta a águia e o burro discutiam calorosamente. O burro afirmava para a águia que a grama era azul e a águia tentava convencer o burro que a grama era verde. A discussão levou horas e juntou vários animais para acompanhar a discussão. A discussão chegou a um tal ponto que a bicharada chegou a tomar partido do burro, achando realmente que a grama era azul!

Já quase anoitecia quando o leão, Rei da Selva chegou para ver o que estava acontecendo. Vendo a discussão o Rei da Selva chamou a águia e o burro de lado para saber que alvoroço era aquele.

 Imediatamente o burro disse que a águia passou o dia o importunando dizendo que a grama era verde e perguntou “Vossa Majestade, a grama é azul? O Leão logo disse, tem razão burro a grama é azul! Então o burro exigiu uma punição para a águia. O leão atendeu o pleito do animal e declarou “Você águia, como castigo ficará cinco anos em silêncio”.

O burro saiu vitorioso e continuou a caminhar pela floresta dizendo que a grama era azul e a sua afirmação era tão convicta que alguns animais passaram a segui-lo pela floresta.

A águia aceitou sua punição e perguntou “Vossa Majestade, por que me castigou? afinal a grama é verde “. O Rei Leão explicou.  “Tem razão, a grama é verde e nem que o burro desse um jeito de pintá-la de azul ela sempre será verde”! E continuou explicando que a punição não estava relacionada a discussão e sim por sua atitude pois ele não entendia como uma ave conhecida por sua força, agilidade e perspicácia poderia discutir com um burro sobre uma coisa tão evidente como a cor da grama e ainda ajudar o burro, com a discussão, a propagar suas ideias!

A pior coisa que existe é discutir com uma pessoa tola que não busca a verdade e só quer propagar suas crenças e ilusões. Pessoas assim apenas se preocupam em sair vitoriosas, por mais evidências que tenham insistem em não compreender o ponto de vista dos outros e a propagar suas “verdades”. Infelizmente quando discutimos com pessoas tolas e com crenças fervorosas sobre determinado assunto acabamos causando o efeito backfire, o popular tiro pela culatra pois de tanto repetir a verdade acabamos dando chance para que as pessoas ao menos parem para escutar um pedacinho do discurso do tolo para conferir se o que ele fala tem o fundo de verdade. O curioso é que as vezes por mais evidências que se tenha, fica difícil de saber quem fala a verdade!

Vamos refletir e sucesso!

Acreditar e Agir

Uma manhã ao mudar a sintonia do meu inseparável radinho de pilha me deparei com o final de um conto que achei muito interessante e que tem tudo a ver com os novos desafios do século 21, o século do Mundo 4.0.

Uma coisa é certa, o Mundo 4.0 vai ao mesmo tempo que melhorar a qualidade de vida para o ser humano, com o desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT) e robótica, vai trazer o medo do desemprego devido a possibilidade de que algumas funções sejam substituídas por robôs ou outas invenções que estão por vir. Esse medo tem causado uma certa ansiedade ao ser humano, ou seja, ele não consegue visualizar com facilidade um porto seguro pela frente.

Vocês a esta altura estão se perguntado. O que um conto escutado em radinho de pilha tem a ver com isso! Vamos a ele!

Conta-se que certa vez um viajante de primeira viagem cansado de caminhar pelas estradas empoeiradas de uma região se deparou no caminho com um grande rio e ficou desanimado a pensar como atravessar para outra margem.

No meio do silencio o viajante ouviu a voz de um senhor de certa idade oferecendo-se para transportá-lo.

Era um pequeno barco, envelhecido pela ação do tempo, com dois remos de madeira. O viajante entrou no pequeno barco e logo percebeu que em cada remo tinha duas palavras Agir e Acreditar. Muito curioso o viajante perguntou o motivo pelo ele tinha dado aos remos aqueles dois nomes.

O barqueiro então respondeu pegando primeiro o remo ACREDITAR e remou com força. O barco então começou a dar voltas sem sair do lugar e não foi a lugar nenhum. Em seguida o velho barqueiro remou com o remo de nome AGIR e então o barco começou também a dar voltas e não saiu do lugar.

Finalmente o barqueiro remou simultaneamente com os remos e navegou para outra margem do rio.

Quando o viajante desceu o barqueiro disse. – Agora estamos em um porto seguro! Para que possamos alcançá-lo é preciso ACREDITAR e AGIR simultaneamente!

Vamos refletir e sucesso!

Os Búfalos e a liderança

O mundo animal não cansa de dar bons exemplos para os seres humanos. Um desses maiores exemplos é a liderança. 

Conta-se que na América do Norte os primeiros colonizadores do território foram capazes de dizimar mandas inteiras de búfalos simplesmente porque entenderam como a liderança funcionava nestes grupos. Neles, a liderança era exercida sempre pelos animais mais fortes que poderiam ser tanto machos com fêmeas.  Os líderes das manadas dirigiam o grupo com força sem espaço para rebeldias. Nesses grupos quando o búfalo líder decidia a direção todos iam atrás e quando os líderes morriam ou ficavam doentes a manada se dispersava ou ficava exposta aos predadores 

Apesar de hoje a liderança estar muito mais democrática e moderna infelizmente ainda existem líderes que no mundo corporativo agem como verdadeiros búfalos, querem que suas ordens sejam respeitadas a qualquer custo, não dando espaço para opiniões, discussões ou reuniões estratégicas. Outra característica desses líderes é que eles nunca tiram férias pois como eles costumam dizer, sem sua presença as “coisas não andam”  

As equipes lideras pelos chefes Búfalos costumam ser composta por pessoas medrosas e sem criatividade, em tudo dependem do chefe até mesmo para pequenas decisões cotidianas. Em alguns casos quando as pessoas ousam em tomar decisões estas são punidas exemplarmente mesmo que a decisão seja acertada.  

 Outra característica dessas equipes é que quando o chefe não está presente elas simplesmente vagam pela empresa sem saber como agir, ou ficam à espera de ordens para desempenharem as suas funções.  

Infelizmente, embora que de maneira sutil ainda temos em pleno século 21 chefes Búfalos travestidos de líderes. Estes para atingirem resultados mantêm suas equipes no cabresto onde os “liderados” esperam uma oportunidade para se desgarrar da manada. 

Vamos refletir e sucesso!