O corte de custos, o lucro e o cliente

Todo mundo já sabe que a coisa para Brasil não anda boa e que as pessoas e empresas tem que se adequar aos novos tempos que ai estão. Os custos de uma empresa sempre foram determinantes para o sucesso ou fracasso de qualquer empreendimento.

Uma das definições mais difíceis, apesar de muitos consultores e analistas dizerem que é fácil, é como medir um sucesso empresarial. Muitos dizem que é pelo lucro mas será mesmo verdade? Vale a pena se ele for conquistado a qualquer preço?

O lucro de um empreendimento é medido mais ou menos assim: (Vendas – impostos- custos diretos e indiretos – despesas operacionais- despesas financeiras e outros ajustes). As variáveis desta equação que podem ser mexidas são justamente as de custos e despesas, já que vendas dependem muitas vezes do mercado.

Por esse motivo a paranoia por corte de custos e despesas se torna cada vez mais em evidência. Ao meu ver o corte de custos tem que ser feita de uma maneira sustentável. Muito gestores acham que custos podem ser cortados de maneira linear ou seja no papel eles determinam que o corte será de 10% e passam a cortar todas as rubricas do orçamento nessa proporção e quando se dão conta cortam despesas que vão impactar não no resultado da empresa mas sim no atendimento do cliente.

O atendimento ao cliente pode ser impactado de muitas formas quando é aplicado um programa de corte de custos. Um dos primeiros pontos a ser atacado por empresas é a dispensa de funcionários. Geralmente o alvo são aquelas pessoas que ganham mais como funcionários antigos ou gerentes. A dispensa desse pessoal pode fazer com que grande parte da tecnologia da empresa se vá, esses colaboradores levam com eles parte do conhecimento da empresa acumulados anos e anos e podem impactar muito a relação com os clientes ou o desempenho de processos internos como produção, cobrança e logística por exemplo.

Outro ponto que devemos prestar atenção são a compra de matéria prima porque se substituirmos os materiais que compõe nossos produtos podemos estar diminuindo a qualidade desses produtos e impactando nosso cliente.

Um exemplo que gosto de usar é um bolo. Se você pegar um bolo e fizer ele com ingredientes de primeira qualidade vai ter um produto mais gostoso. Se trocar os ingredientes desse bolo por uns de qualidade inferior você terá um bolo de menor qualidade masque poderá satisfazer o cliente mas se você deixar de fazer esse bolo e ainda trocar os ingredientes certamente o desastre será maior.

Por isso quando o assunto é cortar custos avalie o que pode ou não pode cortar e avalie os processos para identificar se um simples programa de combate ao desperdício de tempo e recursos de materiais não pode ajudar.

O lucro de uma empresa não vem apenas quando ela é campeã em custos e rentabilidade mas sim quando ela é capaz de fazer o vem fazendo de uma forma mais racional e sustentável. O lucro é saudável quando ele deixa de ser conquistado a custa de lágrimas de clientes e colaboradores.

Vamos refletir sobre isso!

Pedro Paulo Galindo Morales é Graduado em Gestão, Pós- Graduado em Controladoria e Técnico em Contabilidade. Atua também com coordenador de conteúdo do blog Falando de Gestão   www.pedropaulomorales.com, pedropaulomorales@yahoo.com.br

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