Para que tanta informação?!

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Publicado no Webartigos

Para que tanta informação?  Ela faz com que eu demore a entregar o “bolo” e ele pode chegar derretido!

Leitores. Certa manhã Alexandre parou em uma mercearia para pedir informação sobre como chegar a um endereço já que ele não conhecia a região e a encomenda era urgente, ainda mais estava sendo avaliado por seu chefe em relação ao tempo que ele levaria para entregar o bolo, ele estava sendo comparado com outro colega entregador.

 Seu Antônio muito atencioso começou a explicar o caminho.

– O Senhor vai por esta rua, passa um posto de gasolina, dois quarteirões depois tem uma padaria com uma placa grande e o senhor continua reto, quando chegar frente a um portão vermelho o senhor entra à direita, deve ser uns dois quarteirões depois da esquina.

Alexandre agradeceu e partiu para o endereço. No caminho ela procurou checar cada informação, o posto, a placa grande e o portão vermelho, ia devagar para identificar cada ponto de referência e de instante em instante recebia um telefonema de seu chefe querendo saber se o bolo tinha sido entregue, quando chegou ao portão vermelho que ficava no final da rua ele verificou que não tinha mais como ir para frente e a esquerda, somente para a direita.

Alexandre pensou: Não era mais fácil o homem da mercearia ter dito que era para seguir sempre em linha reta, para que tanta informação?  Eu precisava apenas encontrar o portão vermelho no final da rua sem perda de tempo, com informações inúteis naquele momento, perdi tempo demais para entregar o bolo, ele chegou derretido!

Esta pequena historia pode ser aplicada ao que acontece nas empresas hoje em dia com o uso de técnicas como o Benchmarking ou outro, um método que buscam as melhores práticas capazes de conduzir uma empresa a um desempenho superior.

Fazer um Benchmarking ou qualquer outra comparação de informações ou índices é introduzir novos conceitos de avaliação, melhorar o conhecimento da própria organização, identificar áreas que devem ser objeto de melhorias, elaborar critérios mais realistas, conhecer o mercado e aprender com os melhores.

Esses tipos de processos permitem uma empresa examinar como outra realiza uma função específica, com a finalidade de melhorar uma função semelhante ou até mesmo passar a realizar aquela mesma atividade que levou a outra empresa ao sucesso.

Porem como Alexandre na historia acima, quando estamos trabalhando com esses processos nos deparamos com algumas situações em que levantamos dados de toda empresa, elaboramos um critério, examinamos todos os pontos ou dados, buscamos a excelência naquilo que fazemos e muitas vezes verificamos que no final do trabalho o caminho era um só, ou seja, não importa as informações que são levantadas ou critérios utilizados sempre teremos que virar à “direita” em algum momento.

Esses processos devem ser usados com critério por todos, eles não são atos isolados, um livros de receitas ou são usados para reinventar o que já foi inventado ou fazer uma simples verificação ou constatação de fatos ou ter um leque de informações no final do trabalho que apenas fazem com que as pessoas demorem a entregar o “bolo”, às vezes as informações não são tão importantes para aquela analise.

Para que esses métodos darem certo, as empresas devem agir com transparência, não esconder dados ou destorce-los, devem ser transparentes, fornecer todas as informações possíveis, para que todos envolvidos no processo consigam aprender novas técnicas capazes de melhorar o processo atual.

Por isso quando tivermos que trabalhar em algum tipo de Benchmarking não faça nem como Seu Antônio que complicou a informação e nem como Alexandre que perdeu muito tempo conferindo informações que não eram necessárias naquele momento, pois bastava ele seguir a instrução “o senhor continua reto, quando chegar frente a um portão vermelho o senhor entra à direita”. Não entregue o “bolo já derretido”!

Vamos refletir sobre isso!

 (Pedro Paulo Galindo Morales é Tecnólogo em Gestão, Pós- Graduado em Controladoria, Técnico em Contabilidade e blogueiro, www.falandodegestao.com.br).

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