A aposentadoria de Ronaldo

Pedro Paulo Galindo Morales

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Vimos à aposentadoria do Ronaldo Fenômeno, algo lamentado por muitos que ainda queriam ver seus gols e participações brilhantes em campo, mesmo estando acima do peso e com uma serie de contusões.

Ronaldo decidiu parar porque não estava se sentindo bem com tantas contusões e dores ocasionadas pelo grande esforço físico que vinha fazendo em campo. Como profissional foi brilhante, atuou e foi campeão em vários clubes nacionais e internacionais e foi Bicampeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1994 e 2002. Ronaldo para de jogar, mas deixou uma carreira brilhante e grande número de fãs e uma certeza: assim com o título de “Rei do Futebol” é de Pelé, o título de “Fenômeno” sempre será dele.

Uma das partes mais emocionantes de suas palavras foi: “quero dizer que foi lindo, maravilhoso e emocionante, tive muitas derrotas e infinitas vitórias, fiz muitos amigos e não me lembro de ter feito inimigos”. O que podemos aprender com suas palavras?

O ser humano deve ser capaz de aprender que tudo tem seu tempo, que como na música de Lulu Santos “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. Às vezes lutamos por alguma coisa que já não é mais possível ou porque o tempo certo passou, ou perdemos aquela oportunidade. Ronaldo estava sentindo muitas dores, e isso atrapalhava o seu desempenho como jogador.

Em nossa vida também temos “dores” que atrapalham o nosso desempenho como ser humano, são sentimentos que carregamos como inveja, egoísmo, mágoa e rancor. Esses sentimentos impedem o nosso desempenho no jogo da vida, evitam que passamos viver com plenitude.

Assim como Ronaldo devemos saber o tempo de parar de remoer esses sentimentos, compreender que não podemos ter uma vida em que todo tempo estamos felizes e procurar viver como Ronaldo viveu em seus 18 anos como profissional da bola, admitindo derrotas, comemorando as vitorias, procurar fazer muitos amigos e não deixar inimigos.

Para que possamos dar uma “parada” em nossa vida e se livrar das dores que insistem em atrapalhar o nosso “jogo” devemos nos fazer algumas perguntas:

Estou satisfeito com a minha vida?, O que realmente quero e preciso para mim? O que tenho que fazer para chegar aonde desejo? Quais as minhas “dores”.

Fazendo essas quatro perguntas, podemos compreender o que realmente  queremos e precisamos, e assim poderemos saber a hora que devemos parar e criar força, reinventar conceitos, e se adaptar a novas situações, estamos garantindo uma vida melhor para nos e para os outros.

Artigo publicado no Jornal do Leitor – Jornal O  Povo – Fortaleza – Ce em 26/02/2011

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