Fazer gestão é correr atrás de metas

Por Pedro Paulo Galindo Morales

O artigo é baseado em uma entrevista de Vicente Falconi e aborda sobre a importância da meta para o processo de gestão das empresas.

Para Vicente Falconi consultor empresarial e um dos fundadores do INDG – Instituto de Desenvolvimento Gerencial gestão é correr atrás de meta, para ele onde não tem meta não tem gestão, e de uma forma humorada diz que se uma empresa não tem problema os gestores deveriam estar na praia.

Para o consultor existem dois tipos de pessoas, as sonhadoras que querem bons resultados, sonham alto, gostam de enfrentar grandes desafios no seu dia a dia do trabalho, e as que pesam pequenos são positivas, querem se desenvolver, mas pensam somente um pouco acima da média porque gostam de ter atitudes mais operacionais.

A inovação surge de metas desafiantes, um exemplo é Petrobras que há alguns anos atrás conseguia apena perfurar 100 metros com mergulhadores e a Shell perfurava 300 metros. Foi quando sua equipe percebeu que se a Petrobras quisesse ser uma grande empresa e encontrar o petróleo que estava a 1500 metros de profundidade ela teriam que encarar esse desafio, para isso foram elaborados 252 projetos ao longo dos anos até atingir essa meta, hoje ela já perfura 3.000 metros de profundidade.

Para que desafios como esse sejam cumpridos é preciso de pessoas motivadas e acostumadas com metas arrojadas, pessoas que já descobriram o roteiro da inovação e que sabem identificar pontos críticos e buscam conhecimento para combatê-los.

Em uma empresa os líderes devem estabelecer metas que esfriem a espinha de seus colaboradores, porem essas devem ser calculadas para que sejam atingidas da maneira como se sobe uma escada, de degrau em degrau, é preciso sonhar grande sempre, porem o “pulo” anual tem que ser pouco a pouco com o pensamento sempre no futuro.

A meta puxa o conhecimento, ir à luta para aprender como se faz participando de projetos com metas arrojadas é vista como uma força motriz que leva as pessoas a um aprendizado e quanto mais uma empresa aprende com seus colaboradores ela se torna competitiva. Esse é um dos motivos pelo qual o recrutamento é uma etapa chave para que as coisas aconteçam, devem ser escolhidas as pessoas as pessoas que melhor se adaptem a esse sistema de gestão.

A falta de conhecimento por parte da equipe de colaboradores é que impede a descoberta de novas maneiras de se fazerem as coisas como, por exemplo, a redução de custos.

Para Falconi a liderança tem um peso de 70% nesse tipo de processo de gestão, a função de um líder é bater metas e ele sempre deve fazer isso com seu time e o mais importante fazendo a coisa certa e para esse caso fazer a coisa certa praticar uma gestão que seja capaz de tornar metas uma realidade.

Como a inovação acontece em nosso cérebro

O artigo é baseado no programa Motivação e Sucesso do Professor Marins exibido pela Rede Vida de Televisão e fala sobre como a inovação acontece em nosso cérebro.

Pedro Paulo Galindo Morales.

 O artigo é baseado no programa Motivação e Sucesso do Professor Marins exibido pela Rede Vida de Televisão e fala sobre como a inovação acontece em nosso cérebro.

As empresas precisam cada vez mais de inovações e a boa noticia é que as inovações ocorrem através das pessoas basta que as pessoas saibam que lado usar do cérebro.

Pesquisas tentam descobrir com as coisas acontecem na nossa mente e tudo começa em 1981 quando Roger Sperry ganhou o Prêmio Nobel por seu trabalho sobre os dois lados do cérebro. Segundo Sperry, o lado direito era criativo, artístico e intuitivo e o lado esquerdo considerado analítico, lógico e racional. Este modelo se espalhou rapidamente por todo o mundo dos negócios, a aplicação mais generalizada do modelo de Sperry foi o brainstorming, a técnica elaborada pelo publicitário Alex Osborn, nos anos 40 propõe que um grupo de pessoas – de duas até dez pessoas – se reúnam e se utilizem das diferenças em seus pensamentos e ideias para que possam chegar a um ideia que represente um consenso do grupo, gerando assim ideias inovadoras destinadas a levar os projetos adiante  nessas reuniões tem como proposta que  todos mundo deveriam desligar seu cérebro esquerdo e ativar o seu cérebro direito e então deixar as ideias criativas fluírem.

Mais tarde em 1998 com o trabalho “Neurociência cognitiva e o estudo da memória” publicado pelos cientistas Brenda Milner, Larry Squire e Eric Kandel, inclusive Kandel ganhou o Prêmio Nobel, dois anos mais tarde pela sua contribuição para este trabalho, os  neurocientistas deixaram de aceitar a teoria do cérebro de dois lados de Sperry. O novo modelo do cérebro é o da “memória inteligente”, no qual análise e intuição trabalham juntos na mente em todos os modos de pensamento.

Por essa teoria os dois lados do cérebro trabalham juntos, ou seja, ambos os lados se conectam para formar novas ideias o autor afirma que a “memória inteligente” é um arquivo de grande capacidade existente dentro da cabeça de uma pessoa e que tudo que vivemos fica arquivado em nossa mente e quando um novo conhecimento ou informação chega a nossa mente começamos fazer uma correlação imediata dentro de nossa cabeça. Desde que você nasce, o cérebro arquiva todo o seu conhecimento e informações. Quando uma nova informação chega, o cérebro recupera nesse arquivo tudo o que existe de correlato à nova ideia e faz uma combinação a que chamamos de “intuição”.

É como digo quando estudamos, fazemos um curso, assistimos a uma palestra ou até mesmo lemos uma propaganda estamos acumulando informações que podem em um determinado tempo se conectar com alguma outra e ai surge à inovação. Inovação não são apenas ideias inéditas é também fazer algo de uma maneira diferente com o objetivo de melhora um processo. Não espere a ideia cair do céu, vamos estudar e nos comprometer que ela vem. Vamos refletir sobre isso!