Se vira nos trinta -1

Hoje muitas vezes no mundo corporativo não temos mais “trinta segundos” para executar as tarefas, temos é “Trinta -1” e “Trinta-2” dai um mês!

Muitos devem estar se perguntando por que o titulo do artigo é se vira nos trinta menos 1, escolhi este titulo porque no programa de televisão do Faustão na Rede Globo temos o quadro “Se vira nos trinta” onde os candidatos a um premio ou simplesmente pessoas em busca de trinta segundos de fama, mostrando algo interessante que elas sabem fazer  ou simplesmente cantar. Para essas pessoas 30 segundos é um tempo desafiador para mostrar tudo que sabem, é o tempo que eles tem para tentar ganhar um premio.

Hoje muitas vezes no mundo corporativo não temos mais “trinta segundos” para executar as tarefas, temos é “Trinta -1” e “Trinta-2” dai um mês!

A pressão por resultados esta cada vez mais intensa, segundo uma pesquisa realizada pela University College London ter um trabalho estressante pode aumentar o risco de um ataque cardíaco em um quarto. Segundo eles, os trabalhadores que se sentem mais pressionados estão mais em perigo do que colegas que sofrem menos estresse. Os pesquisadores definiram como um trabalho estressante aquele que envolve um elevado volume de trabalho juntamente de pouca liberdade para tomar decisões, ou seja, quando você é cobrado com rapidez por aquilo que ainda não analisou ou não dispõe de muitas informações naquele momento.

A globalização, revisão de estruturas, busca por ganhos de produtividade, redução de custos e outras tantas técnicas que vêm sendo introduzidas nas organizações com uma velocidade tão intensa como um cometa, tendem a aumentar o volume de trabalho. A exigência de qualificação profissional tem pressionado os profissionais que decidem ir em busca  de conhecimentos, os cursos de línguas, os seguidos MBA’s ou a necessidade de estarem bem informados tem  como um dos objetivos principais a luta pela sobrevivência no mundo corporativo ficando a busca pela realização pessoal em segundo lugar.

Não estou falando que o bom profissional não deva aprender ou se acomodar. Talvez na ânsia de alcançar melhores resultados para garantir a sobrevivência das empresas e do próprio emprego o ser humano esta ultrapassando seus limites.

Talvez devêssemos observar e nos perguntar como colaboradores ou lideres: qual o meu limite individual ou da minha equipe para absorção de mais trabalho, mais responsabilidade, mais conhecimento, estou ciente que terei que apresentar um resultado acima do esperado a cada momento, atingir metas estabelecidas e saber que esta meta terá que ser quebrada dai alguns meses?

Os equipamentos de produção de uma fabrica uma capacidade de produção que, se exigida além dessa capacidade, com certeza apresentará resultados insatisfatórios e falhará, pois seus suas peças não foram projetados para trabalhar acima de seus limites. Não estaria na hora de começarmos a nos perguntar se esta velocidade e inquietação por resultados esta afetando a qualidade de vida dos trabalhadores ou se fizermos uma a divisão racional do volume de trabalho ou concedermos 65 segundos para a realização das tarefas, não estaríamos garantindo um resultado ainda melhor do daquele que temos obtido sob pressão contínua? Quinze segundos pode talvez economizar muito transtorno, retrabalho e saúde.

 Vamos refletir sobre isso!

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