Os Desvacinados

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Foto por Polina Tankilevitch em Pexels.com

A pandemia de Covid 19 vem provocando mais uma mudança em nossa sociedade, o encolhimento da classe média brasileira.

            O desemprego e encolhimento de renda proporcionada pela alta do preço dos alimentos, combustíveis e demais serviços como água e luz tem afetado o perfil de consumo das pessoas que estão inseridas nesta classe.

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotivas o percentual de brasileiros na classe média caiu de 51% em 2020 para 47% em 2021, estima-se que cerca de 4,9 milhões de famílias caíram para a classe baixa no último ano.

Renato Meirelles, presidente do instituto em uma entrevista a rádio CBN declarou que a classe média brasileira foi muito impactada devido a ser uma classe que ao mesmo tempo que detinha uma fonte de renda maior é uma classe que não dispõe de recursos na poupança para sobreviver a uma a crise como a que estamos atravessando ou seja continuar comprando e consumindo como vinham consumindo.

Muitas pessoas dessa classe são pessoas que trabalham na área de serviços ou comércios não essências, setores que foram altamente afetados pela parada da economia. As pessoas que integram essa classe, sem poder trabalhar ou contar com a ajuda do governo viram seus rendimentos despencarem.

Essa crise da classe média tem feito surgir outra crise muito preocupante que é a “Crise dos sem Perspectivas”, formada por pessoas que saíram da classe média e com a pandemia não veem, ao menos em curto prazo, chances de retornar ao patamar rendimento que detinham antes da pandemia.

Esse sentimento vem justamente porque sem dinheiro as pessoas não fazem crediários, procuram substituir produtos ou até mesmo adquirem novos padrões de consumo de produtos ou até mesmo novas formas de lazer.

Quanto menos dinheiro circulando, menos perspectivas de melhora! Os empreendedores de classe média não investem, os que tem um pouco de recurso guardam para possíveis contingências e os que não tem apertam mais o cinto, como se diz no popular.

Isso sem contar com os integrantes da classe D e os desalentados que vivem uma crise muito maior, lutando pela sobrevivência, estão sem emprego, sem moradia, sem comida e sem esperanças!

Essa situação toda que estamos vivento me traz a lembrança do termo “descamisados” usado pelo então presidente Fernando Collor de Melo em 1989 durante a sua campanha eleitoral para se referir aos pobres.

Infelizmente a situação é muito mais grave que há 30 anos porque além de maus políticos temos um vírus a combater. Poderíamos usar para designar todos que estão passando por essa tempestade o termo “desvacinados” porque para melhorar a situação e resolver a crise temos que acreditar na ciência e apostar tudo na vacinação.

            Vamos refletir e sucesso!

Pedro Paulo Galindo Morales é Graduado em Gestão, Especialista em Controladoria, MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Técnico em Contabilidade. Atua também como Editor do Blog Falando de Gestão e Professor EAD www.falandodegestao.com.br , pedropaulomorales@yahoo.com.br

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