Vivendo no futuro, sonhando com o realizado.

Leitores. Desde que ouvi a frase “Vivendo no futuro, sonhando com o realizado”  em uma pequena reunião de trabalho daquelas que duram dez minutos em que o  objetivo é tirar duvida a cerca de uma tarefa, venho pensando sobre o titulo deste artigo.

Mas porque esta frase mexeu comigo?

È certo que o planejamento empresarial tem um papel importante para as organizações e que sem ele não chegamos aos objetivos pretendidos porem é certo também que para planejar o futuro temos que analisar o presente verificar os problemas que precisam ser corrigidos porque o papel e planilhas Excel aceitam tudo com muita facilidade e a simples ato de sonhar com o realizado perfeito não gerente uma vida perfeita no futuro.

È com o realizado de hoje que temos a oportunidade de aprender e o mais importante tentar corrigir o que esta dando errado, fornecer aos que estão fazendo o planejamento experiências, motivos e argumentos para que enganos, processos muito complexos ou de difíceis aplicações não sejam levados para o futuro apenas porque se esta “sonhando” com um realizado perfeito no futuro, essa atitude pode ser comparada a uma viagem dos sonhos que estamos planejando há algum tempo porem se nesta viagem planejamos ir de carro e nosso carro esta com um defeito mecânico muito provavelmente não teremos o realizado de nossos sonhos.

Para que nosso realizado seja o que sonhamos devemos:

  1. Analisar a situação levando em conta tanto o ambiente externo quanto o interno (processos muito complexos ou de difíceis aplicações, por exemplo).
  2. A definição da missão da empresa ou projeto deve em concordância com a visão da empresa;
  3. Formular objetivos alcançáveis.
  4. Formular estratégias que primem por simplicidade e que sejam de fácil entendimento;
  5. Avaliar seus possíveis resultados a frente dos objetivos estabelecidos.

O sucesso do realizado de uma estratégia ou tarefa esta muito relacionada com a capacidade que temos de antever problemas e soluções, encerro este texto com uma frase de Alvin Toffler “O futuro não é predeterminado. É, pelo menos em parte, sujeito à nossa influência. O nosso interesse deve ser, pois, focalizar futuros previsíveis tanto quanto os que são possíveis e prováveis.” Vamos refletir sobre isso!

As falhas do modelo de gestão do Grupo Silvio Santos

O caso do banco PanAmericano expõe as falhas do modelo de gestão do Grupo Silvio Santos , estas estão relacionadas a quatro fatores:

  1. Falta de pessoal qualificado: um empresário não precisa conhecer o ramo de seu negócio, se tiver à disposição uma equipe qualificada e bem treinada para executar as funções.
  2. Emprego de parentes na empresa: Para agradar a família, muitos acabam contratando parentes sem as qualificações necessárias.  No Grupo Silvio Santos há cerca de 40 parentes  e amigos de longa data
  3. Falha na governança corporativa: a governança passa por controles internos, relatórios de desempenho, gestão integrada e processos profissionalizados na organização essas questões precisam sempre receber muita atenção dos diretores, acionistas e do conselho de administração para obter resultados positivos, todos precisam saber interpretar os relatórios e documentos da empresa, faltou  qualificação profissional.
  4. Gestão de riscos ineficiente: o erro foi no campo da gestão de riscos, na avaliação dos resultados e, principalmente, no monitoramento e na comunicação, relatórios e modelos estatísticos não foram bem interpretados.

Porem uma pergunta que tem sido feita é qual dos homens de sua confiança colocou o banco nessa situação o Banco cresceu sem os olhares do dono e pessoas como seu cunhado Rafael Palladino, presidente do banco e um dos oito funcionários demitidos após a descoberta da fraude, acumularam fortunas nos últimos anos, Paladino comprou uma Ferrari vermelha, uma lancha avaliada em 5 milhões de reais e construiu uma mansão no litoral paulista.

Dois motivos teriam levado aos ex-diretores do Banco PanAmericano  foi o medo de perder os empregos se a situação financeira se agrava-se e outra foi os altos custos, maiores que a média do mercado, teriam contribuído para que os resultados ficassem abaixo do esperado e como alternativa encontrada para agradar Silvio Santos foi maquiar os balanços.

Duas linhas de investigação estão sendo seguidas chamou a atenção um contrato de Certificado de Depósito Bancário (CDB) feito com um investidor mineiro, no valor de 386 milhões de reais, que rendia o equivalente a 127% da taxa de juro, índice absolutamente fora do normal dos bancos médios e a área de cartões de crédito, que não é fiscalizada pelo Banco Central cerca de 400 milhões de reais sumiram do caixa do banco PanAmericano pelo departamento de cartões

As notícias que davam conta de sua suposta bancarrota fizeram com que fãs enviassem cartas ao SBT prometendo que comprariam mais cartelas da Telesena para ajudar o apresentador o que prova que o nome Silvio Santos é muito forte junto a população.

Uma das primeiras medidas foi substituir Luiz Sandoval, o ex-presidente do GSS que pediu demissão depois de 28 anos no comando, por seu sobrinho Guilherme Stoliar, ex-diretor do SBT e considerado por pessoas próximas “o filho que Silvio não teve”.

Guilherme Stoliar,  nomeou  Jose Roberto dos Santos Maciel, até então diretor administrativo e financeiro do SBT, Vice-Presidente da emissora. (Fonte Portal Exame)

Banco Panamericano um acidente de percurso.

Uma boa gestão é um fator imprescindível para que um empreendimento tenha sucesso pode ter havido uma má gestão nas empresas de Silvio Santos, como pessoas ocupando lugares errados ou proteção de familiares ou amigos que passaram a ocupar cargos para os quais não tinham experiências,  porem se colocar em xeque um modelo que vem dando certo há anos e que atravessou tantos planos econômicos, e uma historia tão bonita como a de Silvio Santos por causa de um acidente de percurso talvez não seja conveniente no momento.

Existem interesses tanto da parte de redes de televisão que querem o fim do SBT com por parte de Bancos que estão interessados no publico que fazem financiamentos de carros, motos e eletroeletrônicos  com o Banco Panamericano porque confiam em Silvio  Santos.

Este caso esta muito parecido com o do Grupo Coroa Brastel, no qual as empresas quebraram e  seu dono morreu pobre e esquecido e acho que Silvio Santos não merece isso

Porque Silvio Santos não vai falir

Desde que foi anunciado os problemas do Banco Panamericano venho lendo muita coisa na internet, mas a verdade é uma só alguém neste caso errou e errou feio e colocou o Grupo Silvio Santos em apuros, conforme Luiz Sandoval é um dos principais escudeiros do apresentador e empresário Silvio Santos em entrevista ao Estadão.com.br  o grupo foi pego de surpresa e este é o primeiro mais dramático episódio na história do grupo, ele não sabe se houve fraude e em um primeiro momento não quer acusar ninguém mas disse que vai investigar e para isso contratou a PricewaterhouseCoopers, para fazer uma minuciosa apuração dos fatos através de uma auditoria.

Sandoval disse ainda que Silvio Santos não gostou do episódio e diz que o Banco Panamericano poderá ser vendido se houver uma boa proposta mesmo porque Silvio não se sente banqueiro e admite vender qualquer negócio menos o SBT que segundo se especula estaria despertando interesse de empresários como Eike Batista , Edir Macedo ou ate mesmo um dos herdeiros de Roberto Marinho. Sandoval afirmou que apenas uma parte, uns R$ 700 milhões, dos R$ 2,5 bilhões, serão necessários para cobrir perdas patrimoniais o restante vai direto para o caixa do banco.

Uma coisa é certa não se pode negar que Silvio Santos é um empresário de sucesso há mais de 40 anos e não deve ser condenado por um acidente de percurso me parece que o Grupo sofreu uma perda grande quando em 2007 resolveu extinguir o carnê do Baú da Felicidade, no qual os clientes pagavam mensalmente e concorriam a prêmios na TV e trocavam por mercadorias ao final do pagamento das mensalidades, motivada pela grande oferta de crédito destinada aos tipos de produtos não havia mais mercado para esse tipo de produto, os sonhos eram antecipados devido ao crédito abundante. Com o fim do carnê, Silvio Santos resolveu transformar as Lojas do Baú em uma das maiores redes de produtos eletrônicos do mercado, passando a competir com as grandes lojas de departamento para isso o grupo do apresentador passou então a investir no varejo tradicional. Atualmente, são 40 lojas em São Paulo, 85 no Paraná e uma em Minas Gerais. As aquisições também ajudaram a empresa a crescer. Em 2009, a rede comprou a paranaense Dudony, que possuía cerca de 100 lojas.

Reproduzo aqui uma mensagem do site oficial da Jequiti que mostra muito bem a caminhada de Silvio Santos “Senor Abravanel, que não se deixa desanimar pelas adversidades, que de um simples camelô, desenvolveu empresas fortes, gerou milhares de oportunidades de empregos, criou autonomia e independência financeira para muitas famílias brasileiras e realizou sonhos de milhões de pessoas”.

Depois desta mensagem eu digo Silvio Santos, não quebra!!!