Feira Corporativa

Leitores. Toda empresa tem seu problemas do dia a dia, mas no final de ano todos aparecem de uma vez só, enquanto trabalhava ate tarde, em uma dessas paradas para um café me veio à mente o titulo deste texto.

Vocês devem estar pensando que titulo estranho?

Vejamos. Quando vamos a uma feira livre encontramos quase tudo aquilo que queremos, lembro-me dos pasteis das feiras de São Paulo quentes e deliciosos. Estou saindo do tema.

As empresas de um modo geral sempre têm problemas e alguns difíceis de resolver, quer se tenha um bom planejamento ou não, uma equipe boa ou não tão boa, simplesmente os problemas aparecem e temos que resolver. Esses problemas podem ser comparados a frutas, legumes e demais produtos que são vendidos na feira livre.

Vamos à lista de “compras”

  • Abacaxi: é um problema de difícil solução, geralmente há muitos espinhos e não costumam ser doces, às vezes já estão passados;
  • Pepino: é um problema não tão serio como um abacaxi porem tem uma diferença, mesmo resolvido ele fica “rodando por algum tempo”.
  • Ovos: lembra-me omelete e omelete para ser feito é preciso quebrar os ovos, é a situação em que para se mudar alguma coisa é preciso quebrar um paradigma e toda mudança sempre desaloja alguém, é ai que esta o problema.
  • Limão: é quando existem decisões e soluções azedas para se tomarem;
  • Queijo: muitas vezes temos que usar a técnica do queijo suíço, fazer a tarefa aos poucos juntamente com outras mais urgentes.
  • Salada: é quando temos vários problemas em um único prato.

Como vimos na nossa feira existe de tudo um pouco. Será que me esqueci de algo? Sim, o pastelão porque em alguns casos temos situações que mais parecem uma comédia! Vamos refletir sobre isso!

Pedro Paulo Galindo Morales

pedropaulomorales@yahoo.com.br

Posso não! Da certo não! Meu Chefe não deixa não!

Pedro Paulo Galindo Morales.

-Você pode me dar um desconto?

-Posso não.

-Será que esse modelo se adapta ao modelo antigo?

Da certo não!

Vocês entregam se eu comprar 50 unidades?

– Meu Chefe não deixa não!

Leitores. Uma das atitudes que mais causa prejuízo dentro de uma empresa é a falta de iniciativa de alguns colaboradores apesar das empresas investirem em treinamento principalmente na área de vendas, de executivos a auxiliares, com palestras, livros e outras técnicas motivacionais porem a equipe não correspondem a todo esforço feito em torno do conhecimento.

Esse investimento esta sendo em vão? Talvez não! O problema pode estar no tipo de liderança exercida por alguns chefes.

Dependendo do tipo de liderança exercida, os colaboradores se sentem presos, sem motivação para tentarem algo novo, ou seja, não buscam inovar com medo das possíveis consequências que um erro pode trazer.

Esse estilo de liderança chama-se Autocrática onde o líder é focado apenas nas tarefas ele toma decisões individuais, desconsiderando a opinião dos colaboradores determinado as técnicas para a execução das tarefas, e o que cada um deve fazer.

Um dos maiores exemplos que podemos dar é um vendedor ou recepcionista que quando um cliente chega à loja ou faz contato com a empresa e pergunta alguma informação adicional como se da para fazer um desconto ou se a entrega pode ser mais rápida eles simplesmente começam a discursar um modelo pré-definido coisas do tipo , “Sinto muito é norma da empresa” ou “Esse é ultimo preço” ou o mais cruel simplesmente fecham a cara e dão a conversa como encerrada, tudo isso porque não quer levar a proposta para o chefe com medo de represálias vindo de um chefe autocrático.

Esse vendedor, recepcionista e chefe certamente já passaram por treinamentos e mesmo assim continuam com esse tipo de atitude que traz prejuízo para toda a empresa.

O vendedor perde a venda, não ganha comissão.

A recepcionista não atende, pode perder o emprego.

O Chefe não quer ouvir, não bate metas, culpa a equipe e o mercado e a empresa fecha.

Por isso vamos sempre usar a comunicação e iniciativa quando estamos trabalhando, porque atitudes como vimos podem matar a empresa aos poucos, as empresas treinam, seja ela pequena ou grande , porem o que falta muitas vezes é iniciativa para tentar o novo, o diferente. Quantas oportunidades você perdeu essa semana? Vamos refletir sobre isso!

Uma entrevista excelente com Ivens Dias Branco

Assisti na TV O Povo de Fortaleza no Programa Vertical S/A uma entrevista excelente com Ivens Dias Branco acionista majoritário do Grupo M. Dias Branco S.A Indústria e Comércio de Alimentos. O empresário mantem em sua fabrica um museu onde guarda tudo aquilo que foi importante para a historia do Grupo  desde maquinários, fotos, uniformes usados em sua fábrica, móveis e utensílios como a primeira escrivaninha usada pelo seu pai o português Manuel Dias Branco, a primeira Kombi de entrega de seus produtos esta exposta também que alias é da mesma aparência e cor dos veículos de entrega de hoje.

Ha também as medalhas, troféus recebidos, noticias de jornais embalagens antigas dos produtos, propagandas ou “reclames” como se falava na época.

O Sr. Ivens contou que o negócio de seu pai começou quando ele instalou um pequeno armazém de secos e molhados, expandindo os negócios, mais tarde, com uma loja de tecidos. O terceiro investimento não fugiu à regra do bom português, ou seja, montou uma padaria, passando a comercializar bolachas em todo o interior do Estado. Em 1936, decidido a fixar residência em Fortaleza, adquire a “Padaria Imperial” e constrói, anos mais tarde, a Padaria Fortaleza, que deu origem a Fábrica Fortaleza.

O que me chamou a atenção foi a politica de RH do Grupo, pois nele é possível aprender até pintura, o Sr. Ivens contou sobre um funcionário da fabrica que fez um curso de pintera e hoje vende quadros no valor de R$ 12.000,00 nas galerias do Rio de Janeiro.

O Grupo matem os seguintes serviços em sua sede em Eusébio/CE:

Centro Médico e Odontológico: promove a saúde ocupacional dos colaboradores e presta assistência à saúde dos seus familiares, desenvolvendo ações preventivas e de caráter multidisciplinar, bem como realizando atividades educativas como as Semanas da Saúde.

Centro Educacional: dispõe de ambientes equipados para a capacitação e desenvolvimento dos colaboradores, incluindo laboratório completo de informática e programa de elevação do nível de escolaridade.

Centro Cultural M. Dias Branco: impulsiona a integração das equipes de trabalho mediante atividades artísticas e culturais, disponibilizando modernas estruturas de lazer e aprendizado, tais como biblioteca, sala multimídia, salão de jogos, áreas de convivência e galeria de arte. Mantém o Grupo de Teatro Arte Massa, o Coral M. Dias Branco e o Grupo Vocal Richester.

O Grupo também tem extensas atividades para a comunidade como: Projeto Escola , Apoio a Entidades Filantrópicas, Patrocínios Culturais.

Sem duvida é um grupo muito importante para o Brasil, pois além de bolachas, biscoitos e macarrão ele produz margarinas, moagem de trigo, hotelaria, imobiliária e terminal portuário de grãos.

Vivendo no futuro, sonhando com o realizado.

Leitores. Desde que ouvi a frase “Vivendo no futuro, sonhando com o realizado”  em uma pequena reunião de trabalho daquelas que duram dez minutos em que o  objetivo é tirar duvida a cerca de uma tarefa, venho pensando sobre o titulo deste artigo.

Mas porque esta frase mexeu comigo?

È certo que o planejamento empresarial tem um papel importante para as organizações e que sem ele não chegamos aos objetivos pretendidos porem é certo também que para planejar o futuro temos que analisar o presente verificar os problemas que precisam ser corrigidos porque o papel e planilhas Excel aceitam tudo com muita facilidade e a simples ato de sonhar com o realizado perfeito não gerente uma vida perfeita no futuro.

È com o realizado de hoje que temos a oportunidade de aprender e o mais importante tentar corrigir o que esta dando errado, fornecer aos que estão fazendo o planejamento experiências, motivos e argumentos para que enganos, processos muito complexos ou de difíceis aplicações não sejam levados para o futuro apenas porque se esta “sonhando” com um realizado perfeito no futuro, essa atitude pode ser comparada a uma viagem dos sonhos que estamos planejando há algum tempo porem se nesta viagem planejamos ir de carro e nosso carro esta com um defeito mecânico muito provavelmente não teremos o realizado de nossos sonhos.

Para que nosso realizado seja o que sonhamos devemos:

  1. Analisar a situação levando em conta tanto o ambiente externo quanto o interno (processos muito complexos ou de difíceis aplicações, por exemplo).
  2. A definição da missão da empresa ou projeto deve em concordância com a visão da empresa;
  3. Formular objetivos alcançáveis.
  4. Formular estratégias que primem por simplicidade e que sejam de fácil entendimento;
  5. Avaliar seus possíveis resultados a frente dos objetivos estabelecidos.

O sucesso do realizado de uma estratégia ou tarefa esta muito relacionada com a capacidade que temos de antever problemas e soluções, encerro este texto com uma frase de Alvin Toffler “O futuro não é predeterminado. É, pelo menos em parte, sujeito à nossa influência. O nosso interesse deve ser, pois, focalizar futuros previsíveis tanto quanto os que são possíveis e prováveis.” Vamos refletir sobre isso!