Os Gestores, os Colaboradores e a Galinha dos Ovos de Ouro.

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Publicado no Webartigos

Irei utilizar uma fabula para mostrar o que às vezes acontece no relacionamento entre gestores e colaboradores.

Leitores. Irei utilizar uma fabula para começar o artigo desta semana. Certa manhã, um fazendeiro descobriu que sua galinha tinha posto um ovo de ouro. Apanhou o ovo, correu para casa, mostrou-o à mulher, dizendo:

_ Veja! Estamos ricos! Levou o ovo ao mercado e vendeu-o por um bom preço.

Na manhã seguinte, a mulher começou a tratar a galinha muito bem e alimenta-la melhor e na semana seguinte a galinha pôs outro ovo de ouro, que o fazendeiro vendeu por um  melhor preço. E assim aconteceu durante muitas semanas.

O fazendeiro ambicioso começou achar que o custo com a alimentação da galinha estava muito alto e trocou o farelo bom por um de qualidade menor, mesmo assim a galinha continuava a botar ovos de ouros com medo de não ter o que comer porem devido ao tratamento a galinha começou a implicar com o fazendeiro e os ovos já não eram tão brilhantes.

O fazendeiro continuou a reclamar do custo com a manutenção da galinha, e continuou diminuindo a qualidade do farelo. Por seu lado a galinha começou a ficar chateada com o fazendeiro porque apesar do esforço em botar o ovo ela sentia que não era reconhecida e por sua vez o fazendeiro achava que a galinha podia botar mais ovos e melhores.

Chegou um tempo que o fazendeiro já não alimentava mais a galinha e a galinha chateada foi embora e nunca mais voltou. Dizem que foi muito difícil o fazendeiro conseguir outra galinha igual e a galinha ter ao menos um farelo igual ao do fazendeiro.

Quando um chefe tem um colaborador que trabalha muito bem, lhe entrega sempre tudo em dia e com a máxima exatidão possível, e não faz nada para melhorar a condição do empregado e ainda com o passar do tempo acha que o custo desse colaborador está alto em comparação com o rendimento apresentado, que já não é o mesmo dos bons tempos, deve se perguntar que tipo de “alimentação” esta dando para esse colaborador para que ele tenha esse tipo de atitude, pois se nada for feito para reverter essa situação, um dia, quando ele tiver oportunidade de ir trabalhar em um lugar, onde terá melhores condições de trabalho e melhor remuneração, ele ira.

Ao mesmo tempo quando se é empregado não se deve cair na acomodação ou em implicâncias sem fundamentos com os chefes. Eles estão ali para cumprir metas e fazer com que a empresa chegue a um objetivo comum, o lucro. Porem não devemos nunca nos contentar com um “farelo” de má qualidade e sim almejar sempre melhores condições de trabalho sempre lembrando que para receber é também preciso oferecer, ou seja, devemos manter o brilho de sempre.

Não sei a situação de vocês leitores, porem digo que assim como o fazendeiro e galinha talvez seja difícil encontramos a mesma galinha de ovos de ouro que temos hoje. Vamos refletir sobre isso!

(Pedro Paulo Galindo Morales é Tecnólogo em Gestão, Pós- Graduado em Controladoria, Técnico em Contabilidade e blogueiro,   www.falandodegestao.com.br ).

Qualidade da gestão nos negócios

Por Pedro Paulo Galindo Morales

Publicado no Webartigos

Este artigo é baseado na entrevista feita com Ricardo Correa, diretor da Fundação Nacional da Qualidade para o programa Mundo Corporativo da radio CBN.

A Gestão é utilizada em todos os setores de uma empresa, ela esta presente na coordenação de pessoas, de produção, no planejamento, na qualidade dos  resultados, na relação com a sociedade envolvendo até a comunicação com o mercado onde atua a organização.

No final de década de 80 o Japão era motivo de preocupação para os empresários Brasileiros, motivada pela revolução provocada pelos produtos japoneses que ganhavam o mercado com preços mais acessíveis e qualidade superior.

 Nesta época, empresas começaram a tomar consciência da necessidade de desenvolver a indústria brasileira, no sentido de tornar seus produtos competitivos mundialmente. A qualidade passou a ser vista como ponto estratégico fundamental para o crescimento e sobrevivência de várias indústrias.

A FNQ – Fundação Nacional da Qualidade – é uma entidade privada e sem fins lucrativos que foi criada em outubro de 1991 por representantes de 39 organizações brasileiras dos setores público e privado. O objetivo inicial era premiar as empresas Brasileiras que se destacavam em assuntos de qualidade baseados na criação de modelo de referencia para a operação das empresas para a posterior verificação das praticas desenvolvidas pela empresa em comparação com o modelo criado.

O Brasil se destaca em modelo de gestão da qualidade, tem instituições ligadas à qualidade desde 1876, portanto a muito mais tempo do que o Japão, e até mesmo os Estados Unidos, de pequenas a grandes empresas se utilizam dos produtos ou serviços da Fundação, como palestras, seminários, workshops e encontros realizados na própria sede da instituição, em São Paulo, ou em outras cidades do Brasil ou se utilizam do Banco de Boas Práticas. A Fundação é composta por 30.000 empresas, que atualmente utilizam o sistema visando a melhoria da qualidade de gestão e a fazendo  se  expandir para toda a empresa.

O Modelo de Excelência da Gestão MEG está alicerçado sobre um conjunto de conceitos fundamentais e utiliza o conceito de aprendizado e melhoria contínua, segundo o ciclo de PDCL (Plan, Do, Check, Learn).

Este alicerçado em 11 fundamentos (pilares), a saber: Pensamento Sistêmico, Aprendizado Organizacional, Cultura de Inovação, Liderança e Constância de Propósitos, Orientação por Processos e Informações, Visão de Futuro, Geração de Valor, Valorização das Pessoas, Conhecimento sobre o Cliente e o Mercado, Desenvolvimento de Parcerias e Responsabilidade Social. É através desses 11 pilares que as empresas buscam a sua competitividade no mercado, pois sem qualidade, preço, ética e sustentabilidade elas ficaram fora do mercado.

Na balança corporativa um produto ruim não se sustenta com uma má gestão, mas um produto bom se sustenta por algum tempo, fatores como ética, respeito pela sociedade geram confiança, o cliente de hoje esta mais consciente e como clientes de outros países, o cliente Brasileiro evoluiu muito, hoje a sociedade é seletiva, a classe C e D desejam baixo custo aliado à qualidade e sustentabilidade e uma gestão de qualidade pode fazer a grande diferença quando o assunto é competitividade.

Vamos refletir sobre isso!

(Pedro Paulo Galindo Morales é Tecnólogo em Gestão, Pós- Graduado em Controladoria, Técnico em Contabilidade e Blogueiro,   www.falandodegestao.wordpress.com).

Gestão por Processos: foco na excelência.

Escrito por Pedro Paulo Galindo Morales.

Resumo: O artigo fala de um modelo de gestão que foca na visão sistêmica, identifica quais são os processos principais que irão agregar valor ao produto e assim promover a análise do potencial de integração e automação possível entre estes e os demais processos para se chegar a excelência da gestão

Palavras Chaves: Processos, mapeamento, excelência.

Quando se fala em processos se pensa em eficiência, redução de custos e qualidade. O atual dinamismo das organizações vem fazendo com que o tema processos e, mais recentemente, gestão por processos (Business Process Management, ou BPM) seja cada vez mais abordado.

Os fatores que estão mais contribuindo para esta tendência são o aumento da demanda de mercado por lançamento de novos produtos e serviços e a implantação dos Sistemas Integrados de Gestão (ERPs) o que torna necessário o mapeamento desses processos, ou seja, a padronização de certas atividades e análise de todo o potencial de integração e automação possível entre estas.

As regras e procedimentos organizacionais existentes se mostram cada vez mais desatualizados devido ao ambiente de constante mudança, onde os erros são cometidos ou decisões são postergadas por falta de uma orientação clara, também a maior freqüência de entrada e saída de profissionais (turnover) tem dificultado a gestão de conhecimento gerando como resultado uma maior dificuldade na integração e treinamento de novos colaboradores que irão trabalhar com esses processos.

Estas situações têm levado um número crescente de empresas a buscar uma nova forma de gestão para seus processos de modo a permitir que se tenha uma visão sistêmica de toda a empresa, sem ela é impossível perceber como o todo significa muito mais do que uma simples soma das partes. É preciso também que essa nova forma de gestão se organize para suprir as necessidades de seus clientes internos, ou seja, uma gestão por processos pode ser descrita como um trabalho dinâmico e em rede.

Diante disso apresentamos os conceitos que permeiam a área:

  • Macroprocesso: são grandes conjuntos de atividades pelos quais a organização cumpre a sua missão, gerando valor. Correspondem às funções da organização que devem estar alinhadas aos objetivos de suas unidades organizacionais.
  • Processo: são seqüências de atividades que recebem entradas e agrega-lhes valor e as transforma em resultados. Têm início e fim bem determinados, numa sucessão clara e lógica de ações interdependentes que geram resultados.
  • Subprocesso: são processos em um nível maior de detalhamento, que demonstram os fluxos de trabalho e atividades seqüenciais e interdependentes, necessárias e suficientes para a execução de cada processo da organização.
  • Atividade: é a ação executada que tem por finalidade dar suporte aos objetivos da organização elas correspondem a “o quê” é feito e “como” é feito durante o processo.
  • Eventos: controlam ou influenciam as atividades do processo, disparando a execução de uma ou mais delas, são resultados de alguma atividade/ação ou são utilizados para representar acontecimentos temporais.

Uma das primeiras atitudes que devem ser tomadas é separar os processos de apoio e os processos de negócios, ao olhar o negócio sob uma visão sistêmica podemos saber quais são os processos principais, esses são aqueles que agregam valor diretamente ao que será entregue ao cliente, enfim, aqueles que são percebidos, sejam nos produtos ou serviços. Os outros, necessários para se chegar ao resultado como, por exemplo, contabilidade e setor financeiro, que o cliente não nota, são considerados de apoio. Na fabricação de uma geladeira, por exemplo, pintura e embalagem são itens facilmente perceptíveis (processos principais), já a manutenção do equipamento que produz a peça é de apoio.

Para que façamos essa separação temos que mapear todos os fluxos dos processos, ou seja, definir quais são os processos mais relevantes para a organização e aqueles que os suportam, identificar os atributos dos processos, o que permite, por exemplo, realizar estudos de custeio das atividades que compõe o processo, ou ainda dimensionar o tamanho da equipe que deverá realizá-lo lodo após devemos definir os indicadores de desempenho, e os modelos de controle a serem utilizados e por fim é necessário identificar as oportunidades de melhoria, que por sua vez seguem quatro alternativas básicas: incrementar, simplificar, automatizar ou eliminar.

O BPM deve ser encarado como um modelo de gestão ou uma mudança cultural e descobrir a relação entre os processos para se ter uma visão bem mais abrangente do negocio afinal este modelo de gestão deve estar alinhado ao Planejamento Estratégico da empresa, pois os processos de negócio são as formas de organizar a estrutura da empresa para atingir seus objetivos

Recentemente uma grande empresa resolveu implantar na área de Planejamento e Controle esse novo modelo de gestão, reestruturou os processos e mudou a forma de trabalhar com o objetivo de melhorar a satisfação do cliente interno. Hoje, a estrutura está dividida em: Planejamento Estratégico, Planejamento Econômico, Controle de Desempenho e Comunicação e Reporting. A mudança permite maior especialização, maior eficiência e melhoria de qualidade dos produtos gerados. Além da visão por processos, a área mudou a estrutura de trabalho. Agora os responsáveis ficam na mesma mesa objetivando um maior alinhamento da tomada de decisão.

A gestão por processos ainda esta em evolução o foco das empresas tem saído da visão individual, de cada processo para a visão sistêmica, o foco passou da excelência operacional para a excelência da gestão e os gestores passam a perceber que se olharem o todo terá um resultado melhor do que a soma das partes.

A cigarra e a formiga dentro das empresas.

Por Pedro Paulo Morales

Tendo a cigarra, gastado demais durante o período em que o tempo esteve bom, apavorou-se, quando o inverno começou a chegar. Sem muita verba para manter os gastos com necessidades de sua toca, foi ver a formiga, sua eterna rival quando o assunto era provisões, pedindo-lhe alguns grãos para agüentar o período de inverno até vir uma época de verão!

– “Eu prometo que gastarei com mais critério”, disse ela. A formiga é desconfiada, é esse um de seus defeitos.

“O que você fazia no tempo bom?” Perguntou-lhe ela com certa esperteza.
– “Noite e dia, eu procurava manter tudo bonito e todos satisfeitos, não importando os custos envolvidos sem querer dar-lhes preocupação.” –

“Você gastava? Que beleza! Pois, então, corte os custos agora!”

Um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas tem a ver com os custos envolvidos na produção de produtos e serviços, quando falamos de custos envolvidos estamos nos referindo desde um critério melhor nas compras dos fornecedores a custos com as despesas administrativas e despesas financeiras, ou seja, todos aqueles desembolsos que são necessários para a operação da empresa. Muitos gestores não dão a devida atenção aos conceitos de margem de contribuição ou lucratividade por linha de produtos, muitas vezes por venderem muito tem uma falsa impressão de que o dinheiro em caixa é sinônimo de lucro, fato ocorrido principalmente nos micros e pequenas empresas.

Já nas médias e pequenas empresas encontramos gastos desnecessários com a área de vendas e marketing principalmente quando o assunto é encantar o cliente com brindes e eventos onde o luxo predomina. Não quero dizer que as empresas não devam fazer esses tipos de evento, mas que seus custos x beneficio sejam mensurados juntamente com a área financeira da empresa, para que quando os momentos de “inverno” chegar, o “cobertor” não seja muito curto e se tenha que adotar medidas extremas, como cortar o cafezinho ou diminuir o pessoal de limpeza ou manutenção por exemplo.
O slogan “Sabendo usar, não vai faltar” me vem à cabeça quando o assunto é economizar, um exemplo verídico fez a diferença em minha vida profissional.

Trabalhei em uma empresa cujo diretor usou como exemplo de desperdício os clipes que eram utilizados nas áreas administrativas, argumentou com dados, foi feito o recolhimento do chão de todos os clipes jogados durante um mês, e verificou-se que foi recolhido o equivalente a 25% do consumo mensal. É um valor monetário pequeno, porem é um percentual alto que merece consideração.

Assim como esse exemplo, temos inúmeros desperdícios em nossas empresas ou mesmo em nossas casas, devemos lembrar que muitos já alertam para o aumento da inflação ou uma crise advinda pelo comprometimento da capacidade de pagamento dos consumidores. Certamente algum “clima mais frio” vem por ai, sendo assim devemos saber usar para não faltar em tempos em que os “grãos” ficarem escassos. Vamos refletir sobre isso!

(Pedro Paulo Galindo Morales é Tecnólogo em Gestão, Pós- Graduado em Controladoria, Técnico em Contabilidade e escritor da web, http://www.falandodegestao.com.br).